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Nosso Primeiro Encontro

ConversAnimal
São Paulo, 28 de fevereiro de 2012 - O meu primeiro encontro com os cães Linda e Bello aconteceu no feriado de Carnaval, quando nenhum obstáculo conseguiu conter meu desejo de estar ao lado deles. Já nos tínhamos avistado de longe diversas vezes, mas, de perto, a curiosidade foi ainda maior!

Entre uma fungada e outra, brincamos de pega-pega e esconde-esconde. Gostei muito da brincadeira, sou muito mais esperta, leve e ágil! Estamos nos dando muito bem: eu bebo da água dos cães e os cães beliscam a minha ração! Passamos o dia todo juntos na cozinha, acompanhando o vai e vem na casa!

Veja as imagens de nosso encontro:

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Gatinho Resgatado - Após 10 dias de Tratamento

São Paulo, 24 de dezembro de 2011 - Hoje é véspera de Natal e tenho muitos motivos para comemorar! Estou no décimo dia de tratamento e estou me sentindo muito melhor, cheio de energia, pulando pra lá e pra cá. Ainda não estou completamente sarado, mas meu pelo está crescendo, meus olhos estão limpos e estou comendo muito bem. Ainda não fui batizado, a veterinária acha que sou um gato macho. Meu desejo de Ano Novo é poder sair da gaiola e curtir o mundo do lado de fora. Ainda vou aprontar muito com esses cachorros que ficam latindo pra mim, miau!

Veja outras fotos:
24-12-11 - Gatinho

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Cada vez mais cães militares sofrem de estresse pós-traumático

Levantamento mostra que 5% dos animais enviados à guerra ficam lesados



A ligação foi atendida pelo Dr. Walter F. Burghardt Jr., especialista em comportamento animal. Era um veterinário no Afeganistão procurando ajuda. O paciente dele, um cão militar, depois de enfrentar mais um incêndio, estava escondido debaixo coberta, e se recusava a sair.
O diagnóstico de Burghardt, chefe do departamento de medicina comportamental no Hospital Militar de Cães estadunidense com base na Holanda, foi imediato: estresse pós-traumático. Algo que está se tornando comum entre os cães militares.
As tropas de quatro patas e narizes molhados enfrentam diversos perigos: farejam minas explosivas eperseguem rastros de guerreiros inimigos em clima de tensão. Isto tem gerado uma série de danos mentais nos cães, que sofrem com traumas tão intensos quanto os dos humanos.
Estimativas mostram que mais de 5% dos 650 cães militares enviados pelo governo americano às regiões de combate desenvolveram estresse pós-traumático. Embora veterinários comumente apontem o desenvolvimento de estresse em cães, a doença foi precisamente reconhecida há 18 meses, e ainda é tema de debate entre especialistas.
Os problemas de saúde, segundo os veterinários das bases militares americanas, são resultado da exposição dos animais a barulhos intensos de explosões, armas de fogo e outros tipos de violência no Iraque e no Afeganistão.
Labrador retriver, um dos preferidos dos militares,
pratica hidroterapia como parte do processo de reversão
do estresse pós-traumático.
A eficácia dos cães em cenários de guerra é grande para os militares, por isso o interesse em utilizar caninos treinados nas ações só cresce. Os danos, também.
E o problema fica ainda mais complicado porque o atendimento aos cães é feito geralmente via telefone, e-mail ou Skype, envolvendo também documentação em vídeo pelos soldados.
O Dr. Burghardt se esforça, produzindo ele também uma série de vídeos para auxiliar os soldados no trato com os animais.
- Se você colocar um tradutor do pensamento dos cachorros para saber o que eles estão tentando dizer, seria algo mais ou menos assim: 'Quando eu vejo esse tipo de gente na minha frente, com esses uniformes, é sinal de que algo vai explodir, por isso estou estressado.'
A parte complicada do tratamento, diz o especialista, é que o paciente não consegue explicar claramente o que há de errado. Veterinários e acompanhantes dos animais precisam ter percepção psicológica do que pode ter causado o problema em cada caso.
O tratamento pode ser tão simples quanto dar umas férias ao animal ou fazê-lo praticar uma série de exercícios e brincadeiras, como a hidroterapia, teoriza Dr. Burghardt.
Fonte: R7 Entretenimento com informações do The New York Times
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Arrumar namorada é mais fácil para homens com cachorros, aponta pesquisa


Uma pesquisa divulgada pelo jornal The Sun, apontou que homens com cachorros têm mais chances de arrumar uma namorada. Segundo a publicação, um em cada oito homens entrevistados já conseguiu iniciar uma conversa com uma mulher por causa de seu cão. Entre as raças mais adoradas pelas garotas está a Golden Retriever. 


Para testar a eficiência “amorosa” dos cachorros, um jornalista do The Sun encarou o desafio de passear com um cãozinho, o Sparky, a fim de atrair olhares femininos. Já nos primeiros minutos da jornada, o animal deu uma forcinha para o rapaz. 


A espanhola Cristina Romero, de 36 anos, foi a primeira “vítima” do cachorro, que logo parou para acariciá-lo. Ao saber da pesquisa, ela confessou: “Normalmente, não converso com homens desconhecidos na rua, mas não resisto a um cão”. 


Ao final de uma tarde de passeio, o repórter declarou ter conhecido mais mulheres do que uma noitada em casas noturnas.  Entre as suas “conquistas”, Heeps Elizabeth, de 34 anos, deixou agendada uma próxima “caminhada” na companhia de Sparky e seu dono. “Homens com cachorros demonstram sensibilidade“, ela disse.


Juliana Bacci


Fonte: colunas.globorural.globo.com
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Cachorro faminto pula de terceiro andar e sobrevive


Um cachorro faminto pulou de uma janela do terceiro andar em Boston, nos Estados Unidos, após ser abandonado pelos donos e sobreviveu.


O pitbull de dois anos, batizado de Miracle, ou Milagre, estava em um apartamento vazio com outro cachorro e, segundo as equipes de proteção aos animais, pode ter passado até dois meses sem receber cuidados.


O apartamento estaria infestado de pulgas e imundo.


"O pulo foi uma última tentativa desesperada de encontrar comida", disse a gerente do abrigo de animais Forever Paws, Erin Pacheco.


Após a queda, Miracle teve de passar por uma cirurgia de emergência no quadril e está recebendo tratamento veterinário.


Cachorro faminto pulou de uma janela do terceiro andar nos EUA após ser abandonado pelos donos e sobreviveu
FILHOTE


No primeiro andar do mesmo prédio, as equipes de proteção aos animais encontraram ainda uma filhote de quatro meses que estava desnutrida.


Ela recebeu o nome de Gracie e acabou tendo de ser hospitalizada para se recuperar, após passar tanto tempo sem alimentos.


O administrador do prédio disse que o último inquilino do apartamento havia se mudado dois meses antes sem deixar informação de contato.


A Polícia de New Bedford está investigando o caso. Os três cachorros estão sob os cuidados do abrigo Forever Paws.


Fonte: Folha.com
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Cão vai morar em cemitério após morte do dono


Um cachorro vira-latas muito simpático chama a atenção de quem visita o cemitério municipal de Mamborê (476 km de Curitiba). O cãozinho apareceu por lá desde que seu dono foi enterrado no local, três anos atrás.

Rambo, apelido que ganhou do coveiro Sidinei Ramos, passa horas ao lado do túmulo e fica agressivo quando outros cães chegam perto.

"Por isso ele está todo machucado, de tanto brigar. Parece que ele defende o territóriozinho dele", relata o jornalista Dilmércio Daleffe.

O coveiro tem cuidado de Rambo. Em oito anos de trabalho, é a primeira vez que vê um cão ir morar no cemitério. Mas ele não quer que o cãozinho tenha um lar de verdade.
Ramos já recebeu ligações de Curitiba de outras regiões do Estado paranaense de pessoas interessadas em adotar o cão.

Fonte: Folha.com
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Cão aprende a detectar crises de epilepsia do dono


Desde a chegada do cachorro Zulu à casa da família Rabelo, em Ribeirão Preto (SP), há três meses, o número de crises convulsivas de Davi, rapaz de 19 anos que sofre de epilepsia, caíram de 20 para 5 ao dia.

O semblante sereno do filho garante a Juanita, 46, uma noite de sono tranquila. Ela sabe que pode ser alertada pelo barulho feito por Zulu se uma nova crise acontecer.

Cão da raça labrador, Zulo pode ser o primeiro cão do Brasil adestrado para identificar crises de epilepsia, segundo a psiquiatra Maria Priscila Cescato, do Centro de Cirurgia de Epilepsia do HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão, da USP.

O treinamento para essa função é comum em países como Estados Unidos e Reino Unido, mas não há conhecimento de outro cão com essa habilidade no Brasil, diz o psiquiatra Renato Luiz Marchetti, do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo.

Ambos os especialistas tomam o cuidado de dizer que não há estudos suficientes que comprovem a eficácia da ajuda animal na redução de crises em epilépticos.

Eles concordam, porém, com a possibilidade de consequências positivas na interação entre paciente e cão. "Ainda é incipiente o assunto, mas talvez possa ser algo indicado para os pacientes que não melhoram apesar de seguir o tratamento médico", disse Marchetti.

Era o caso de Davi. A mãe conta que, em 19 anos "de luta", o filho mais velho já havia tomado "todas as combinações possíveis de remédios que existem no mundo" e tentado diversas dietas.

IDEIA DE MÃE

A ideia do cão adestrado partiu da mãe, durante conversa com o policial militar Ricardo Cazarotti, em uma sessão de Davi de equoterapia (tratamento com uso de cavalos) no quartel da PM.
Cazarotti treina cães farejadores há 15 anos para a polícia. A cadela Isa, que ele adestrou, atuou no resgate de sobreviventes nas chuvas do Rio e no terremoto no Chile.

O labrador Zulu, de dois anos, ao lado de Davi Rabelo, 19; o cão ajuda adolescente nas convulsões de epilepsia


SUTIL
O policial estudou os movimentos de Davi, durante o dia e enquanto dormia, para reproduzi-los com o cão. O movimento parece sutil. Em uma crise, Davi tomba a cabeça para trás e estica braços e pernas na cadeira de rodas. Algumas vezes, grita.

Zulu foi condicionado a começar a latir ao detectar esses sinais. Ele só para de fazer barulho quando alguém da família chega e aperta um dispositivo que emite uma espécie de estalo.
Para chegar a esse condicionamento, Cazarotti treinou Zulu por nove meses.

Com o cão, diz Juanita, os medicamentos se reduziram. Dos cinco comprimidos diários, Davi deixou de tomar dois do seroquel, uma espécie de antipsicótico.

Mas a mudança mais imediata, conta a mãe, foi a de Davi praticamente não ter mais crises à noite. "Eu deito na cama relaxada, certa de que nada vai acontecer."

Fonte: Folha de São Paulo
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Chaser aprendeu a reconhecer 1.022 palavras

Border Collies são uma raça com reputação de serem inteligentes, mas Chaser, uma cadela da raça de Carolina do Norte, vai além da habilidade de pastorear carneiros: aprendeu 1.022 palavras, um vocabulário maior que o de qualquer outro cachorro.


Seu dono, John W. Pilley, começou a treiná-la ainda filhote durante 4 a 5 horas por dia. Mostrava-lhe um objeto e dizia seu nome umas 40 vezes, então escondia-o e pedia que a cadela o encontrasse, enquanto repetia o nome. Chaser aprendeu 1 a 2 nomes por dia, com direito a revisões mensais e muitas aulas de reforço.


Para certificar-se de que Chaser compreendia palavras específicas, Pilley ensinou-lhe a tocar e apanhar os objetos com as patas e o focinho. Então, apresentava-lhe 03 objetos e, dependendo do comando, a cadela apanhava o objeto correto.

Ao contar ao criador de Chaser sobre o experimento, Pilley diz que "ele nem se surpreendeu com a habilidade do cachorro, mas sim que eu tivesse tido a paciência de lhe ensinar." 





Fontes: Folha de São Paulo, Caderno "The New York Times", Mail Online
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Dormir com Pets traz riscos à saúde

De acordo com matéria publicada no "The Telegraph" e na "Folha de São Paulo", não é uma boa ideia deixar seu Pet subir na cama. 

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia concluiu que há mais de 100 doenças conhecidas que podem ser transmitidas pelos animais domésticos aos seres humanos, como a doença de Chagas, parasitoses e infecções. Gatos podem transmitir uma doença que causa danos letais ao fígado, rins e baço.



Segundo o coautor do estudo, Bruno Chomel, "Em alguns países os animais domésticos tornaram-se substitutos ao amosr às crianças, muitas vezes levando a um cuidado exagerado dos animais. Os lares precisam de espaços privados e nossos animais domésticos não devem ultrapassar os limites da cama."


Fonte e imagem: The Telegraph; Folha de São Paulo (Caderno Saúde, 28 jan 2011)
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Curiosidades

É verdade que cão que ladra não morde?


É mais seguro não confiar nesse velho ditado. “Só o dono consegue interpretar o latido do cachorro”, afirma Hannelore Fuchs, veterinária, psicóloga e especialista em comportamento animal, de São Paulo. “É claro que o cão que late pode morder, especialmente se for desafiado”. E saber as reais intenções do bicho é muito difícil. Quando os cachorros estão bravos, o pêlo das costas fica eriçado e as orelhas em pé. Mas, se o totó for de uma raça com as orelhas caídas e de pêlo longo, infelizmente , não dá para perceber isso. Portanto, o melhor mesmo é passar longe. E nem sempre o rabinho balançando é sinal de amizade. “Ele pode mexer a causa numa reação a uma situação de conflito, decidindo se vai atacar ou não”, explica Fuchs.


Por que cães e gatos brigam?


O cão tem natureza predatória e reage instintivamente a determinados estímulos de animais que se comportam como presas. Os movimentos bruscos e rápidos do gato despertam o instinto predatório do cachorro. Com a convivência, o gato pode aprender seus limites para “provocar” o cachorro. Quanto menos medo o animal tiver do cão, menor é a chance de ele ser atacado.


Por que o gato ronrona?


O animal faz vibrar suas cordas vocais de maneira que o som produzido indique que ele está satisfeito e feliz. Da mesma forma, o gato exprime, por meio de sons, outros sentimentos, como raiva e fome.


Por que os cachorros dão voltas antes de deitar?


É uma herança genética, vinda de seus antepassados de vida selvagem, há mais de 12 mil anos. Os cachorros antigos preparavam o lugar para dormir caminhando em círculo até formar um espaço confortável entre plantas ou pedras. Isso também servia para demarcar o espaço como território particular. O hábito sobreviveu, apesar de não ter mais função.


Por que os cachorros levantam a perna para fazer xixi?


A explicação mais aceita é que o cachorro usa o xixi para demarcar seu território. Quando levanta a perna, o jato da urina alcança uma área maior. Outra explicação está relacionada aos hormônios: cachorrinhos que tenham sido castrados com menos de 4 meses de idade não levantam a perna.


Por que os cães não gostam quando pegam no seu rabo?


Em princípio, não há motivo algum para os cães responderem negativamente a este toque. É uma prática muito comum em seus treinamentos pedir aos donos que massageiem todo o corpo de seus cães - inclusive o rabo. Mas, se o cachorro demonstra insatisfação, é bom ficar atento: é possível que esteja sentindo algum tipo de dor no local.


Por que os dálmatas têm pintinhas espalhadas pelo corpo?


Segundo o zootecnista Alexandre Rossi, trata-se de um processo de seleção, provocado pelo homem. Tradicionalmente, os dálmatas eram cães que acompanhavam carruagens. Os animais que tinham manchas eram mais valorizados porque enfeitavam o meio de locomoção. Por isso, eram os mais utilizados para reprodução. De acordo com Rossi, o mesmo aconteceu com o dogue-alemão.


Fonte: cucasuperlegal.blogspot.com
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Animais também se emocionam

O cérebro dos animais mamíferos não é tão diferente em relação ao dos humanos. Aceitar isto é um desafio atual.


Fortaleza. Os animais não são máquinas insensíveis, movidas a estímulos como preconizou o filósofo Descartes. São seres com sentimentos, inteligência, memória, sujeitos a sofrimentos físicos e psíquicos. Assim defende a médica veterinária da Universidade de São Paulo (USP), Irvênia Luiza de Santis Prada, autoridade mundial na comunidade científica na área de Neuroanatomia Animal.


Ela afirma que, desde a década de 60, já está superado o pensamento que limita a capacidade dos bichos. Em recente palestra sobre as emoções dos animais, proferida durante o II Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-Estar Animal, ela mostrou que espécies que vivem estressadas, presas ou maltratadas, acabam desenvolvendo males orgânicos. Estes podem se manifestar na pele, ou na forma de diarreias e úlceras, numa espécie de somatização. As chamadas doenças somatizadas não são "privilégio" dos humanos.


Ela contextualiza que a ciência sabe da manifestação da vida. E toda matéria viva é sensível a estímulos do ambiente. Todo ser vivo existe por meio do circuito estímulo-processamento-resposta. No caso dos animais, sejam humanos ou não, o processo prevê dois componentes, um subjetivo e outro objetivo. São as sensações e as emoções, respectivamente. No processamento, há o sentir. Já a resposta fica no âmbito das emoções. É quando o indivíduo, humano ou não, põe para fora o que sentiu a partir do estímulo recebido. Vale lembrar que a palavra emoção deriva do ex (para fora) e do moção (movimento).


"O animal percebe alguns estímulos no ambiente, que entram no seu organismo e vai até o cérebro. Ao processar, tem a sensação. Ao colocar para fora o que está sentindo, expressa a emoção. Por meio de sinais fisiológicos ou do comportamento, demonstra o que está sentindo. Daí compreendermos que a emoção é uma experiência objetiva e sensação, uma experiência subjetiva", explica ela. Isto coloca desafios para as áreas da ciência e todas as atividades humanas que são relacionadas aos animais.


Cérebro trino
Com base nos estudos do pesquisador Mac Lean, a veterinária aponta que se pode identificar a existência do chamado cérebro trino no ser humano, que equivale a três cérebros, cada um correspondente a uma etapa evolutiva diferenciada e fundamental. A mesma estrutura observa-se em alguns mamíferos. Na parte mais profunda, há o Complexo Reptiliano, com funções neurais básicas relativas à reprodução e auto-preservação, regulação cardiovascular e respiratória, comportamento agressivo, demarcação territorial, entre outras. Nos peixes, anfíbios e répteis, é praticamente esse encéfalo o existente.


Na segunda parte do encéfalo, ainda considerando Mac Lean, a pesquisadora aponta o Sistema Límbico, correspondente a estruturas relacionadas à expressão de comportamento acompanhados de emoção. São as emoções primárias básicas, relativas aos comportamentos de auto-preservação e perpetuação da espécie, manifestados por medo, raiva, prazer e outros. Irvênia Prada mostra que o Sistema Límbico circunda o complexo reptiliano e mostra-se bem em todos os animais mamíferos. Por fim, envolvendo as duas primeiras partes, vem o Neocortéx, um complexo de diferentes funções, tornando-se progressivamente mais desenvolvido nos mamíferos mais evoluídos como o ser humano, chipanzés e golfinhos.


No Neocórtex se observam regiões chamadas lobos: fontal, relacionado à deliberação e regulação de ações e comportamentos; pariental, responsável pelo intercâmbio de informações com o restante do corpo; temporal, ligado à noção espacial e algumas funções associativas complexas, como memória; e occipital, relacionado à visão. Segundo Irvênia Prada, a diferença entre os cérebros dos seres humanos e dos demais animais mamíferos dá-se mais em termos de proporção entre as partes. "Em todos os mamíferos, a organização do cérebro é a mesma do ser humano. O cérebro inicial tem uma representação avantajada, o córtex sensório-motor também, mas a área pré-frontal é menos desenvolvida e varia de dimensão nas diversas espécies animais. Nos primatas e golfinhos, ela já se mostra bem desenvolvida".


Ela explica que, na expressão do comportamento, por meio do Sistema Nervoso Autônomo (SNA), há dois aspectos: a fluência e a disfluência comportamental. Na primeira, os animais exteriorizam atitudes mais harmônicas, como se observa nas atividades de zooterapia com cavalos e cães entre crianças e idosos ou o cão-guia acompanhando cegos. Na disfluência, os bichos expressão profundo mal-estar. Organicamente apresentam respiração acelerada, músculos tensos, pupilas dilatadas, secreções de hormônios do estresse como adrenalina e cortisol, além de picos de pressão arterial. Assim são as cenas de animais brigando ou sendo maltratados em vaquejadas, rodeios ou outras situações comprometedores do seu bem-estar. Na disfluência comportamental, estão em ação estruturas do Sistema Límbico. Já nos momentos de fluência, que requerem atitudes mais elaboradas, até sutis, entra em ação os circuitos do Neocórtex.


Assim como os seres humanos, os bichos também ficam sujeitos a distúrbios mentais que são somatizados no corpo. Ela cita o caso de uma cadela que atuou no Iraque como farejadora de bombas. Após três anos de trabalho, o animal expressou transtornos pós-traumáticos, semelhantes ao verificados nos humanos.


"A visão cartesiana está ultrapassada. Coloca-se um desafio para os cientistas, a sociedade, todo mundo que trabalha com espetáculos para diversão humana, pesquisas em laboratório, das pessoas que trabalham com produtos alimentícios de origem animal. Devemos enxergar o animal como um ser que sofre. Não precisamos perguntar se eles têm cérebro, se têm consciência. Basta perguntar se eles sofrem. Isto já é um forte indício de que o ser humano tem que mudar sua atitude em relação aos animais. Eles sofrem, não só fisicamente, nas lesões orgânicas. Sofrem transtornos mentais também".


Inteligência
"Os animais são seres inteligentes e com sentimentos"
Irvênia Prada
Médica Veterinária


Lobos cerebrais
4 áreas compõem o encéfalo nos mamíferos. São os lobos cerebrais frontal, pariental, occipital e temporal. O encéfalo é formado pelo cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico


Mais informações
Irvênia Prada nos livros "A Alma dos Animais" e "A Questão Espiritual dos Animais"
irvenia @yahoo.com.br


Fonte: Diário do Nordeste
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Cão e Gato: um show de carinho e amizade

Se há alguma dúvida quanto aos sentimentos dos animais, assista este vídeo. Inspire-se.
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Livro ensina a ler o idioma corporal dos cães




Dependendo da posição, uma orelha pode significar relaxamento ou agressividade. Teste seus conhecimentos.

O que um cachorro quer dizer quando levanta as orelhas e a cauda e, de boca aberta, encara o seu dono? A resposta a essa pergunta pode ser simples: sorrir. E também pode levar a níveis mais profundos de informação sobre o universo canino. É esse o ponto que tenta acessar a escritora Sophie Collins no livro Cachorros Falam – Entenda a Linguagem Corporal dos Cães, que chega ao país pela Ediouro (128 páginas, 24,90 reais).


“Pesquisando, descobri que uma série de sinais usados pelos cães eram considerados universais por especialistas, mas pouco conhecidos dos proprietários”, conta a autora, que buscou, durante os ensaios fotográficos realizados para o livro – a obra é estampada por dezenas de fotos – exemplos dos sinais identificados em seus seis meses de pesquisas. De acordo com Sophie, cada posição da cauda ou da orelha e cada tipo de olhar tem um significado, que pode ser redefinido pelos sinais que o acompanham. Orelha para trás, por exemplo, pode significar desconforto ou apreensão. Se vier junto com um rosnado, é agressividade na certa. Orelhas para frente, por outro lado, representam curiosidade e interesse, assim como cabeça inclinada e cauda erguida e parada.

Quanto à cauda, o livro quebra conceitos. O tal rabo entre as pernas não significa necessariamente medo. A raça greyhound mantém a cauda naturalmente recolhida. Mais: cauda de pé, abanando, nem sempre representa vontade de brincar. Só se o abano for lento e suave. Um abanar amplo e intenso equivale a uma saudação efusiva, e uma vibração curta pode ser sinal de alerta, como ocorre quando o animal se mostra possessivo em relação a um brinquedo.
 
Os olhos também transmitem mensagens diversas. Se voltados diretamente para outros olhos, podem expressar desafio - pela etiqueta canina, cachorros costumam olhar outros cães ou pessoas de forma indireta.

Como um sinal pode ser ressignificado por outros, é importante ler sempre mais de um antes de se chegar a um veredicto. Uma boca aberta pode representar agressividade, se os dentes estiverem aparentes. Mas, se o que estiver à mostra for a língua, e não os dentes, então, o cachorro está tranquilo e pode até querer brincar. Aproveite para testar seus conhecimentos no teste preparado por VEJA: 
 você sabe interpretar os sinais do seu cachorro?
É importante, também, observar cada cão para conhecer seus pormenores e aprender a ler as entrelinhas do seu discurso. Segundo a autora, tanto raça como personalidade acrescentam nuances à fala dos cachorros. “Embora os principais códigos sejam os mesmos para todos, diferentes raças têm diferentes características de linguagem corporal. Um terrier jovem, que se empolga com facilidade, pode ter uma ‘fala’ rápida e prolixa, enquanto um velho labrador provavelmente falaria de maneira mais vagarosa e moderada”, diz Sophie. “E, é claro, a personalidade individual influi na linguagem, também, assim como acontece com as pessoas.”

Fonte: Veja
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Animais possuem inteligência moral e emocional

Especialistas defendem que os cães sabem distinguir o certo do errado e esperam ser tratados com justiça e respeito.


Cães usam a linguagem corporal e expressiva para fazer com que os donos entendam suas vontades, como comer, brincar, dormir. Mas quais são os códigos de conduta que eles seguem? Existe uma moral canina?

Para Marc Bekoff, professor de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, e especialista em comportamento e emotividade no mundo animal, os animais possuem uma inteligência emocional e moral. “Há pouco tempo realizei um estudo que mostrou que os animais possuem regras de conduta, sabem diferenciar o que é certo e o que é errado e esperam ser tratados com justiça”, explica Bekoff.

De acordo com a inglesa Sophie Collins, autora do livro “Cachorros Falam: Entenda a Linguagem Corporal dos Cães” (Editora Ediouro), os cachorros são tão sociáveis quanto nós, apenas possuem uma forma distinta de comunicação. “Nós os entendemos pela observação e pelo conhecimento, eles nos entendem a partir dos resultados. Eles podem não entender o que dizem seus donos, mas podem captar rapidamente para que servem palavras como “hora de comer”, “não!”, e assim por diante”, explica a especialista.

No livro “Wild Justice: The Moral Lives of Animals” (na tradução literal: “Justiça Selvagem: A Vida Moral dos Animais”), ainda inédito no Brasil, Bekoff define a moral como um conjunto de comportamentos cultivados para regular as interações sociais. No mundo animal, ela também existe, como, por exemplo, durante as brincadeiras: “Estudamos como a moral funciona em animais como lobos, coiotes e cães domésticos, e quando estes diferentes grupos brincam entre si, cada um está constantemente tentando seguir as regras, como ser honesto e não morder muito forte”, diz.

No entanto, o especialista afirma que a moral dos animais é bem diferente da dos seres humanos, mas isso não quer dizer que ela não exista – ainda que eles não tenham a capacidade de crítica e reflexão sobre valores. “Cães e gatos, por exemplo, sabem o que é adequado e o que não é de acordo com o que é permitido em diferentes situações, seja com pessoas ou com outros animais”, revela o especialista.



Regras da casa

De acordo com a psicóloga e veterinária Hannelore Fuchs, especialista em comportamento animal, os bichos se adaptam às regras do ambiente, mas há várias características ao redor que também influenciam seu comportamento: “Se ele convive com respeito, ele se tornará respeitador, se ele convive com maus-tratos, ele se tornará um animal amedrontado. Tudo depende das experiências que ele tiver”.

Segundo ela, quando um cão, por exemplo, é adotado, a princípio ele seguirá as regras que aprendeu junto com a mãe e os irmãos. “Dentro da linguagem canina, eles sabem quando o outro quer brincar, quando o outro está se machucando, como respeitar o próximo. Quando uma pessoa o levar para casa, ele irá passar o que aprendeu para depois aprender o que pode e o que não pode na nova família”, explica.



Código moral ou senso comum?

Enquanto Bekoff afirma que a moral existe em muitos grupos de animais, Sophie Collins revela que, pelo menos em relação aos cachorros, o que existe é somente uma vontade de cooperar com os outros para obter um resultado. “Esta é uma das características que os animais sociais possuem quando dependem de outros para a sobrevivência, e pela mesma razão se torna possível treinar os cachorros para fazerem o que o dono quiser”, explica a escritora. Segundo ela, o que levaria um animal a defender o que ele percebe ser o interesse da família, por exemplo, é o instinto que ele possui.

O professor do Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP, César Ades, também especialista em comportamento animal, afirma que os cães possuem apenas um senso comum do que é proibido e permitido. “Quando ele faz alguma coisa errada, por exemplo, já se esconde antes de você descobrir o motivo”, lembra. Porém, ele ressalta que isto não quer dizer que devemos culpá-lo por algo inadequado.

“Nós precisamos respeitá-lo mesmo quando faz algo que não nos agradou, afinal, ele faz ou deixa de fazer somente o que lhe foi ensinado”, diz Ades. Por esta razão, o especialista indica que não devemos culpar o cão, mas treiná-lo para que aja da maneira correta.

Em recente trabalho realizado pela equipe de Ades na Universidade de São Paulo, foi identificado que os cães são capazes de aprender muito rapidamente e, a partir do momento em que chegam a um novo lar, interagem a tal ponto de, depois, serem capazes de responder ao contato visual do dono e interpretar gestos, por exemplo. “Dono e cão vão se explorando pouco a pouco; um aprende os limites do ambiente de um lado, o outro vai aprendendo a entender o que ele gosta ou não gosta”, explica.

Segundo Collins, algumas pessoas possuem uma facilidade maior para compreender os animais – além de também possuírem uma afinidade mais forte com eles. Estas pessoas normalmente são aquelas capazes de observá-los, comportando-se naturalmente e interagindo também com outras espécies de animais.



Fonte e foto: O Rio Branco 
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Cães que rosnam e mordem muito só estão deprimidos

Estudo diz que descoberta pode levar a novos tratamentos e a uso maior do Prozac canino

Cientistas revelaram que cães que rosnam e mordem não são necessariamente agressivos por natureza e podem estar simplesmente sofrendo de depressão. No estudo, os autores dizem que a descoberta poderia levar a novos tratamentos para agressão canina. 

Uma pesquisa sobre animais que convivem em várias famílias mostrou que os cachorros que têm um comportamento menos saudável tendem a apresentar níveis mais baixos de serotonina do que os mais calmos. No ser humano, a queda na serotonina está ligada a depressão, ansiedade e mudanças de humor.


Belen Rosado, da Universidade de Zaragoza, na Espanha, que chefiou a pesquisa, disse que a agressão, principalmente quando é dirigida a seres humanos, é o problema de comportamento mais frequente em cachorros.


Os estudiosos testaram amostras de sangue de 80 cachorros enviados a dois hospitais veterinários de ensino depois que seus tutores reclamaram da agressividade deles.


Quando o sangue foi comparado a amostras de 19 cachorros com comportamento normal, os pesquisadores descobriram que os animais irritados e zangados tinham menores concentrações de serotonina.


Os níveis baixos do neurotransmissor foram encontrados em cães cujo comportamento antissocial parece ser uma tentativa de autodefesa. Os cães mais irritados também tinham níveis mais altos do hormônio do estresse, o cortisol, segundo os pesquisadores na revista científica Ciência do Comportamento Animal.


Os veterinários dizem que os cachorros são mais vulneráveis à depressão se não passeiam o suficiente ou se ficam muitas horas sozinhos todos os dias.
Fonte R7

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